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Da antiga à actual Diocese.

A Diocese de Aveiro, com a sede na
cidade do mesmo nome, foi criada em 12-04-1774 pelo papa Clemente XIV (breve
Militantis Ecclesiae gubernacula), nos termos em que lhe fora
solicitado por el-rei D. José I, em 28-09-1773, a fim de se fazer uma
partilha da “disforme extensão do Bispado de Coimbra”, separando-se ao norte
“a comarca de Esgueira para nela constituir uma nova diocese, a que sirva de
cabeça a cidade de Aveiro, constituindo a mesma comarca o território da nova
diocese” (ARQUIVO DO VATICANO, Processo Consistorial nº 166, fls. 41,v-42).
Esta comarca ou provedoria de Esgueira, nos finais do séc. XVIII, agrupava
71 freguesias, com mais de 20 000 fogos e cerca de 75 000 habitantes. Para
executar o breve apostólico, o papa escolheu o núncio Mons. Inocêncio Conti,
com o poder de subdelegar; efectivamente, presidiu ao acto o arcebispo
titular de Lacedemónia e vigário geral de Lisboa, D. António Bonifácio
Coelho. A cerimónia realizou-se em 24-03-1775 na igreja da Misericórdia,
também elevada a catedral. Seguiram-se três bispos:
1) - D. António Freire Gameiro de
Sousa (1774-1799)
2) - D. António José Cordeiro
(1801-1813)
3) - D. Manuel Pacheco de Resende
(1815-1837)
- Dr. António de Santo Ilídio da
Fonseca e Silva (nomeado pelo Governo Português, mas não confirmado pelo
Vaticano)
Por decreto de 26-02-1840, o Governo
de D. Maria II ainda nomeou e apresentou ao papa o beneditino portuense Dr.
António de Santo Ilídio da Fonseca e Silva para prelado de Aveiro, o qual,
sem esperar a confirmação pontifícia - que nunca obteve - entrou na posse da
diocese, em 18.10.1840. Como tal situação anti-canónica se arrastasse, a
Santa Sé em 01-04-1845 (breve Cum Episcopatus) nomeou o arcebispo de
Braga também administrador apostólico de Aveiro; a partir de então, vigários
gerais ou governadores do bispado, designados sucessivamente pelo
metropolita primaz, sustentaram aqui o governo eclesiástico. Apesar de
alguns esforços contrários, apressou-se o enfraquecimento da diocese e
acelerou-se o processo da sua extinção - este enquadrado no plano dos
governos liberais em reduzir o número dos bispados no Continente. Ao cabo de
longas negociações, o papa Leão XIII subscreveu a bula Gravissimum
Christi Ecclesiarum regendi et gubernandi munus, de 30.09.1881, com que
suprimiu as dioceses de Aveiro, Castelo Branco, Elvas, Leiria e Pinhel. A
execução da bula foi confiada ao cardeal-bispo do Porto, D. Américo Ferreira
dos Santos Silva, que, em 04.09.1882, assinou a respectiva sentença. O rio
Vouga ficou sendo o limite geográfico entre as Dioceses de Coimbra e do
Porto, salvo excepções de lugares de freguesia; a paróquia das Talhadas, no
concelho de Sever do Vouga, foi transferida para a Diocese de Viseu.
Recolhimento
de S. Bernardino- 1ª Sé
Igreja
da Misericordia 2ª Sé
Bula da Criação da 1ª Diocese de Aveiro
Restauração da Diocese

Não se conformaram muitos aveirenses
com a supressão da diocese; assim, quase imediatamente, principiou um
movimento em ordem à sua restauração, que mais se acentuou a partir de 1924.
Após porfiados trabalhos e generosas dedicações, em que se destacou o
aveirense D. João Evangelista de Lima Vidal, a diocese acabaria por ser
reconstituída, com novos limites, pelo papa Pio XI, (bula Omnium
Ecclesiarum, de 24-08-1938, executada em 11-12-1938); a igreja citadina
de Nª Senhora da Glória que, desde 1423 até 1834, fez parte do convento dos
padres dominicanos, foi elevada à categoria de catedral. Desde então teve os
seguintes bispos:
1) - D. João Evangelista de Lima
Vidal (1940-1958),
2) - D. Domingos da Apresentação
Fernandes (1958-1962),
3) - D. Manuel de Almeida
Trindade (1962-1988),
4) - D. António Baltasar
Marcelino (1988-2006),
5) - D. António Francisco dos
Santos (2006 -)
Sé Catedral de Aveiro
Restauração da Diocese de Aveiro
- Padre Raul Duarte Mira
Brasão
e bandeira da Diocese de Aveiro
Hino da
Diocese de Aveiro

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