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As Origens
Nos inícios da povoação até ao período final da idade Média pouco se sabe
sobre esta área conhecida hoje por Palhaça, no entanto existem marcas da sua
existência já do período da ocupação romana (A ocupação Romana terá ocorrido
entre o ano 139 antes de Cristo e o séc. IV da nossa era.), ficaram-nos
algumas referências, quer na toponímia, quer, nas bases das pontes medievais
existentes e reconstruídas sobre as romanas.
A própria designação “Vila Nova”, significa vila reedificada de
novo. Sinal que esta povoação terá sido destruída numa das invasões da idade
média. Também na memória ténue existe a referência a castelo ou
fortificação, que não passaria certamente de uma torre de vigia, que levaria
no seu interior um pequeno número de pessoas. Subsiste na toponímia que
chegou aos nossos dias o sitio do “Castelo”
Era uma zona com características rurais, dividida por áreas de cultivo,
conhecidas por quintas.
As construções era à beira dos caminhos.
Na idade Média já havia duas estradas (caminhos) importantes. A estrada
que ligava Águeda a Soza (passando por Ouca) e a estrada que ligava Coimbra
a Aveiro. O local de encontro destas duas estradas é o que nós conhecemos
por sitio dos quatro caminhos, mais ou menos no local onde hoje se encontra
a rotunda com este nome.
As populações que aqui viviam, trabalhavam nas ditas quintas, que
pertenciam a grandes senhores ou a ordem religiosas a quem pagavam rendas.
Junto á estrada que ia para Águeda, no hoje conhecido por lugar de
Vila Nova, foi construída uma pequena capela, sob a invocação de S. Pedro,
que as populações usavam como local de culto. Teria cerca de seis pés
comprimento, seis de altura e seis de largura.(cada pé equivale a cerca de
30,5cm). Na idade média, já existiam os lugares de Vila Nova, Vila Nova de
Cutilhões, Chousa, Palhaça, Roque, Bebe e vai-te e Albergue.
No centro actual da Palhaça, havia uma grande propriedade com uma
casa com estábulos que pertencia aos senhores de Montemor-o-Velho, casa essa
que no séc. XVIII, evoluiu para estalagem e se manteve até finais do séc.
XIX com essa função.
Em 1150, D. Afonso Henriques doa aos Cavaleiros Templários, de
entre outras terras, Vila Nova (da Palhaça), Feiteira (no Troviscal), em
cujo poder se mantém até 1319, altura em que é extinta esta ordem por D.
Diniz, passando a propriedade real, sendo posteriormente doado a outros
donatários.
Em finais do séc. XVI, pelas transcrições antigas de documentos,
quando se elaborou as demarcações entra a Quinta de Ouca, A Casa de Bragança
e o Mosteiro do Lorvão, vem referenciado o “Couto de Vila Nova”
O núcleo mais importante até finais do séc. XIX, foi sem dúvida o lugar
de Vila Nova.

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