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O Inicio de um novo Ciclo
Passou o período conturbado da revoluções e da Grande Guerra, a população
estava a atingir a estabilidade, o padre Manuel Nunes (1941-1947) levantou a
questão da igreja ser um templo pequeno para a população e da necessidade de
construção de um novo templo, pois o existente, não tinha espaço para
alargar e os custos seriam muito avultados, mas não passou daí e caiu no
esquecimento.
Por sua vez na década de 50, quando houve
necessidade de ocupar parte do adro da Igreja para alargar a estrada e sendo
a igreja mais uma vez diminuta para receber os fieis, é então que se inicia
uma nova fase da vida religiosa desta paróquia, quando pela mão do Padre
Manuel de Oliveira, e uma Comissão Constituída para o efeito, põem mãos à
obra e avançam para a construção de uma nova Igreja. O próprio Bispo de
Aveiro, D. João Evangelista de Lima Vidal, veio um Domingo Celebrar à Igreja
e também com o objectivo de falar ao povo desta necessidade. Estava ele para
começar a falar, quando a capa que tinha sobre os ombros lhe cai de um dos
lados, aproveitou a deixa para iniciar o que queria dizer ao povo. “Assim
como esta capa é pequena para mim, também este templo é pequeno para acolher
este povo, por isso à necessidade de construir uma nova igreja” e prosseguiu
a sua exposição.
Primeira pedra foi lançada e benzida pelo Bispo Auxiliar de Aveiro
D. Domingos da Apresentação Fernandes no dia 17 de Agosto de 1957,
iniciando-se a obra logo de imediato.
O povo juntou-se, formou-se uma comissão
constituída por:
Padre Manuel de Oliveira
Dr. Manuel Ferreira Rebolo
Álvaro Marques
José Ferreira Caiado
António Cândido Martins
Álvaro Francisco Samagaio
Mário Marques da Silva
José da Conceição (Esgueira)
Álvaro Ferreira da Silva
Mário Vieira de Carvalho
Arménio Vieira
Manuel Simões Loureiro Júnior
Ezequias Martins
Henrique Cândido Martins
José Francisco Samagaio
João Martins dos Louros
José Maria Simões de Carvalho
João Baptista Esgueira
Manuel Ferreira da Silva Neto
À empresa Irmãos Sousa Ldª é entregue a
responsabilidade das obras.
Em 24 de Setembro chegou a primeira camioneta de areia, as obras tiveram
início em 15 de Novembro desse mesmo ano.
Em 31 de Janeiro de 1958, o Ministro das obras públicas, Eng. Arantes e
Oliveira, veio visitar as obras e depois atribuiu um subsídio de cinquenta
mil escudos.
Em Dezembro deste mesmo ano foi colocada a telha.
A Igreja foi benzida a 15 de Agosto de 1964, pelo Bispo de Aveiro D. Manuel
de Almeida Trindade.
A maior movimentação e o maior Dinamismo dos Cristãos da Palhaça no séc.
XX
Após a consciencialização para a construção do novo templo, os cristãos
guiados pelo dinamismo do seu Pároco e dos restantes membros da Comissão,
não mais pararam até verem o seu sonho realizado.
Grupos dramáticos levam à cena peças de teatro;
Campanhas diversas como:
A Campanha do Vinho;
A Campanha das Cartas;
A Campanha da batata;
A Campanha do milho;
A campanha de S. Miguel;
A Campanha para os sinos;
A Campanha para o Relógio
Etc., etc.
Cortejos de Pastoras e de Reis Magos;
Cortejo da Telha.
E Mais um nunca acabar de iniciativas
O Altar Mor foi oferta dos sacerdotes naturais da freguesia;
Na Venezuela organizou-se uma Comissão para aquisição de uma cruz grande
para o Altar Mor;
Os altares laterais foram oferecidos por dois emigrantes na Venezuela;
As imagens de Nossa Senhora e de S. Pedro foram oferecidas por dois casais;
Os jovens (160), associaram-se para adquirir das toalhas e paramentos;
E muitos outros actos e iniciativas.
Ao mesmo tempo que a obra da Igreja avançava construía-se a residência
paroquial, em terreno oferecido por Álvaro Marques e sua esposa, pois até
esta data o pároco residia em casa alugada, esta obra é iniciada e terminada
em 1963.
Como outra grande necessidade, planeou-se também a construção de um Salão
Paroquial, numa réstia de terreno existente, mas, uma doação de um terreno
anexo por parte do Padre José Martins Belinquete, veio alterar os planos e
em vez de um pequeno salão, construi-se um verdadeiro Centro Paroquial. O
Padre Mário Bacalhau elaborou o esboço que serviria de base ao projecto e a
obra inicia-se no ano de 1968, o Sr. Luís Apolónio encarregou-se dos
acabamentos, tendo sido inaugurado a 12 de Setembro de 1971.
Em 1973 estava o Centro totalmente concluído, servindo a partir daí, para
administração da Catequese e espectáculos de Coral, teatro, variedades e
Cinema.
Em 1969 o Prof. Walter Nogueira, requereu a criação para a Palhaça de um
Posto de Telescola. Por não haver condições na Escola Primária, o mesmo
Posto foi instalado provisoriamente no edifício do Centro Paroquial onde
permaneceu até Dezembro de 1975.
Como não há “bela sem senão” e porque faz parte da história, uma nuvem negra
pairou durante três dias sobre este Centro. Na noite de 10 de Outubro de
1975, uma Pseudo-Comissão de Pais, sem existência legal mas própria de um
período de revolução, ocupou o Centro Paroquial para o retirar da posse da
Igreja, embora se verificasse que esta atitude contrariava a opinião geral
da Freguesia .
Foi apenas um facto normal de um período de transição política.
Em 1 de Junho de 1978 nesse mesmo edifício, abriu uma creche, sendo as
primeiras orientadoras Graça Lusio e Gracinda Pires.
Em Julho de 1981 na Velha Igreja de Vila Nova, iniciava-se os trabalhos de
recuperação do espólio existente, que veio dar origem ao Museu de S. Pedro
da Palhaça que abriu ao público a 18 de Agosto de 1986. A 18 de Maio de 1997
é inaugurado o módulo I, do novo edifício do Museu.
As necessidades Humanas da Paróquia e Freguesia da Palhaça vão aumentando e
chega-se à conclusão que há necessidade de um lugar para o mais velhos, o
que leva à construção de mais um edifício anexo ao centro Paroquial, que
teve o grande incentivo do Sr. Álvaro Francisco Samagaio e Esposa, apoiados
por um grupo de habitantes, o terreno foi oferecido pelo Padre José
Belinquete. Mais uma vez a adesão da população esteve presente
Este Edifício foi inaugurado em 30 de Outubro de 1983.
Neste edifício e no antigo Centro Paroquial funcionam hoje a Creche, Jardim
de Infância, A.T.L., Centro de dia para Idosos e a Catequese.
Em 2007 foi arranjado o espaço existente em frente ao centro social, para
uso dos utentes. Este espaço foi chamado de Jardim Padre José Martins
Belinquete, por ter sido doado por este sacerdote
Em 1961 foi construído o cruzeiro do Arieiro.
Poderá ter sido que o sonho e empenhamento numa obra de grande envergadura
que terá deixado no espírito e cultura deste povo o incentivo para as obras.
É de referir que no incentivo desta massa humana, estava um homem à pouco
chegado a esta terra, mas que sentiu as necessidades existentes , esse é o
padre Manuel de Oliveira.

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