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Introdução
Abordar a “Plêiade Bairradina” não tarefa fácil, sabemos que nasceu graças à
dinâmica do Padre Acúrcio Correia da Silva, natural de Oliveira do Bairro. Homem
com grande capacidade de incentivo e liderança, grande escritor e orador que à
sua volta congregava outros com os mesmos interesses literários.
Foi após a sua ordenação sacerdotal em 1912 que esteve algum tempo sem
paroquiar, tendo assim maior disponibilidade, que nos momentos livres de outros
conterrâneos, com eles utilizavam o tempo em odes literárias.
Esse grupo pelos dados que dispomos era constituído por:
- Padre Acúrcio Correia da Silva
- Manuel Correia da Silva
- Ilídio Correia da Silva
- António de Cértima
- António Barata
- Francisco Rodrigues da Cruz
- Albano Cruz
- Horácio Seabra
- Rodrigues Pepino
- Alexandre do Amaral
- Américo de Andrade
- António Rodrigues Seabra
Estes jovens, escreviam poemas, contos e mesmo crónicas, alguns conseguiam que
saíssem à luz publicados em jornais regionais, outros não saíam dos papeis em
que escreviam e partilhavam entre si.
Chegaram mesmo a escrever dois jornais manuscritos que distribuíam gratuitamente
pelas lojas da Vila de Oliveira do Bairro para aí poderem ser lidos pelos
fregueses das mesmas.
Conhecemos hoje dois títulos desses jornais. “O Azeitona”, que saiu em 1908 e
“Moscardos” que saiu o primeiro numero em 1913.
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| "O Azeitona" |
"Moscardos" |

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